terça-feira, 2 de abril de 2019

Exposição PAC Manuel António Pina

2 de abril Dia Internacional do Livro Infantil

O Dia Internacional do Livro Infantil é um evento internacional comemorado, desde 1967, no dia 2 de abril, celebrando o dia em que nasceu o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, em 1805. 
Para assinalar esta data no ano 2019, a DGLAB convidou a ilustradora Abigail Ascenso, vencedora de uma Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser a autora da imagem do cartaz português.
mensagem do International Board of Books for Young People (IBBY), este ano da responsabilidade da Lituânia, consta de um texto e cartaz do escritor e ilustrador Kęstutis Kasparavičius: "No Dia Internacional do Livro Infantil, o meu maior desejo é que existam livros interessantes para os leitores - e leitores interessantes para os livros."

quinta-feira, 21 de março de 2019

"O que é a Poesia" em Dia da Poesia


ZOHAR: Oferta à Biblioteca da Escola Básica e Secundária Clara de Resende

No dia 21 de março ofereceram à escola Básica e Secundária Clara de Resende o Livro Zohar, com o nº série 646.
Um livro especial entregue em reconhecimento de todo o empenho e trabalho feito no seio da comunidade.
Um livro milenar com um imenso poder espiritual, uma fonte inesgotável de bênçãos, proteção e realizações.
O nosso Agrupamento faz agora parte de uma longa lista de instituições que receberam o Zohar.
Um recurso a incluir na coleção da nossa Biblioteca!

Agradecemos a simpática e grandiosa oferta,
Muito Obrigada!

21 de março Dia Mundial da Poesia

Hoje, dia 21 de março, celebra-se o Dia Mundial da Poesia. Este dia foi criado, em 1999, na 30.ª Conferência Geral da UNESCO.

Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Mundial da Poesia:

Agarra a lua
e agarra uma estrela
quando não sabes
quem és
pinta a imagem na tua mão
e regressa a casa
[…]
Alcança a lua
fá-la falar
liberta a sua alma
fá-la andar
pinta a imagem na tua mão
e regressa a casa
Excerto de “Howlin at the Moon” de Wayne Keon
A poesia, em todas as suas formas, é uma poderosa ferramenta de diálogo e de aproximação. Expressão íntima que abre portas aos outros, enriquece o diálogo – fonte de todos os progressos humanos -  e tece laços entre as culturas.
Neste vigésimo aniversário do Dia Mundial da Poesia, a UNESCO traz à luz a poesia indígena para celebrar o papel único e poderoso da poesia na luta contra a marginalização e a injustiça, e na união das culturas num espírito de solidariedade.
“Howlin at the Moon”, de Wayne Keon (membro da Primeira Nação Nipissin, Canadá) evoca a usurpação indevida da cultura indígena por outras culturas dominantes. Este poema aborda o tema da perda da identidade nativa devido à sua reinterpretação por forasteiros, independentemente das suas boas intenções e, por conseguinte, a confusão do próprio autor no que respeita à sua identidade.
A poesia é importante para a salvaguarda de línguas frequentemente ameaçadas assim como para a preservação da diversidade linguística e cultural. Proclamado pela UNESCO como o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o ano de 2019 reafirma o compromisso da comunidade internacional em ajudar os povos indígenas a protegerem as suas culturas, os seus conhecimentos e os seus direitos.
Esta designação surge num momento em que os povos indígenas, assim como as suas línguas e culturas, se encontram, cada vez mais ameaçados, em particular devido às alterações climáticas e ao desenvolvimento industrial.
De forma a salvaguardar as tradições vivas, a UNESCO tem envidado esforços para incluir diversas formas poéticas na Lista Representativa do Património Imaterial da Humanidade, exemplo disso são os Cantos Hudhud das Filipinas, a tradição oral do povo de Mapoyo da Venezuela, a Eshuva, preces cantadas na língua indígena Harákmbut do Perú e a tradição oral Koogere do Uganda.
Cada género de poesia é único, mas cada um reflete a universalidade da condição humana, o desejo de criatividade que atravessa todos os limites e fronteiras do tempo e do espaço, numa afirmação constante de que a humanidade é uma mesma e única família.
É este o poder da poesia!
Audrey Azoulay

quarta-feira, 20 de março de 2019

Chega hoje a PRIMAVERA

A Primavera chega hoje às 21: 58 horas
Equinócio da Primavera ocorre em 2019 a  20 de março às 21:58 horas

Equinócio de Primavera

Em 2019 o Equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de março às 21:58 horas. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte.

Equinócio é uma palavra em latim que aglutina dois termos com significados diferentes. Aequus significa "igual" e nox, "noite". O termo quer dizer literalmente "noites iguais", isto porque nessa altura a noite e o dia têm sensivelmente a mesma duração, 12 horas.



Esta estação prolonga-se por 92,789 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de junho às 16:54 horas.

terça-feira, 19 de março de 2019

19 de março: Dia do Pai

O Dia do Pai em Portugal é comemorado a 19 de março. Celebra-se no dia de São José, santo popular da igreja católica, marido de Santa Maria e pai terreno de Jesus Cristo.

A celebração da data varia de país para país. Além de Portugal, também celebram o Dia do Pai no dia 19 de março países como a Espanha, a Itália, Andorra, Bolívia, Honduras e Liechstenstein.

Existem duas histórias sobre a origem do Dia do Pai:

1. A instauração do Dia do Pai teve origem nos Estados Unidos da América, em 1909. Sonora Luise, filha de um militar resolveu criar o Dia dos Pais motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. A festa foi ficando conhecida em todo o país e em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais.

2. Na Babilónia, em 2000 A.C. um jovem rapaz de nome Elmesu escreveu numa placa de argila uma mensagem desejando saúde, felicidade e muitos anos de vida ao seu pai.

Poema para o Dia do Pai

Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos;
É ter dois olhos no mundo
Que veem pelos nossos olhos!

Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!

Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!

Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!

Ter um Pai! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!

Ter um Pai! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!

Florbela Espanca
O Dia de São José celebra-se a 19 de março, no Dia do Pai.
São José foi o pai adotivo de Jesus Cristo e o marido de Nossa Senhora, segundo o Novo Testamento.
Descendente de David e carpinteiro de profissão, José de Nazaré, tornou-se num modelo de pai e de marido, um protetor da família, que aceitou a tarefa misteriosa de criar e amar um filho que não era seu e que um dia salvaria o mundo.
José acolheu a vontade divina e tornou-se o patrono da Igreja. Ele é também o padroeiro dos trabalhadores, dos carpinteiros, dos pais e das famílias. É por essa razão que o santo se celebra a 19 de março, no Dia do Pai.
São José terá morrido antes de Jesus ter começado a sua vida pública, pelos 30 anos, visto não se encontrarem mais registos sobre o santo no Novo Testamento e Jesus ter confiado a sua mãe aos cuidados de São João por altura da sua crucificação.
SJrpnARDI

domingo, 17 de março de 2019

St. Patrick´s Day, Padroeiro da Irlanda: 17 de março

Saint Patrick's Day (Dia de São Patrício)
March 17th - Ireland
Dia 17 de março é um dia muito importante na Irlanda - celebra-se o seu santo padroeiro. Os Irlandeses e seus descendentes nos Estados Unidos e em todo o mundo comemoram o St. Patrick's Day - Dia de São Patrício, conhecido por ter trazido a religião católica para a Irlanda. Há mais de mil anos os irlandeses consideram o dia 17 de março, suposta data da morte de St. Patrick, um dia de festa religiosa, que cai no período cristão da Quaresma (Lent), e quando as famílias irlandesas costumam ir a igreja pela manhã e comemorar durante a tarde. O Saint Patrick's Day, coloquialmente St. Paddy's Day, ou simplesmente Paddy's Day, feriado nacional na Irlanda, é também um feriado em Montserrat. No Canadá, Reino Unido, Austrália, os Estados Unidos, Argentina e Nova Zelândia, é amplamente celebrada, mas não é um feriado oficial. 
St. Patrick's Day é comemorado pelo irlandês em cidades grandes e pequenas, como se fosse o nosso carnaval - podemos comparar como os "Desfiles de Carnaval de Rua". Algumas comunidades chegam até a tingir rios ou córregos de verde! As pessoas vestem-se de verde, pintam trevos no rosto, porque o trevo é o símbolo da Irlanda, St Patrick usava-o como uma metáfora para explicar o conceito da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e assistem às St. Patrick's Day parades (desfiles). Entre as crianças, há a tradição de beliscar os amigos que não vestem verde neste dia!
Atualmente, St. Patrick's Day é comemorado por gente de todas as origens nos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Embora a América do Norte abrigue as maiores produções, O Dia de São Patrício é também celebrado em outros locais distantes da Irlanda, incluindo o Japão, Singapura, Rússia, Argentina e algumas cidades do Brasil. Em toda parte, as pessoas dançam, cantam e bebem "green beer" (cerveja verde) nos Irish Pubs, just having a good time and enjoying themselves!

SPRPN

sábado, 16 de março de 2019

BOCA DO INFERNO


Ricardo Salgado é o maior lesado do BES. Foi quem mais perdeu com a queda do banco. Era o Dono Disto Tudo e deixou de ser. Deve ser terrível perder tanto.
Ilustração: João Fazenda

Posso estar a citar com pouco rigor, mas sei que há uma frase bíblica sobre a improbabilidade de acontecerem determinadas coisas a ricos. Às vezes, temos a sensação de que eles são altivos e não têm sentimentos, mas há várias provas do contrário. Ainda esta semana, Ricardo Salgado deu uma entrevista em que confessava: “Consigo dormir, mas não durmo totalmente descansado.” E acrescentou ainda: “Penso todos os dias nos lesados. Todos os dias. E sofro com isso.” O facto de ninguém se ter comovido documenta mais uma vez a profunda crise de valores que a nossa sociedade atravessa. Um homem anuncia em público que, sendo embora capaz de dormir, não consegue fazê-lo totalmente descansado e ninguém se condói, não se ouve um lamento, nada. Além disso, declara que guarda todos os dias um bocadinho para pensar nos lesados do banco que dirigia e nenhum deles foi capaz de lhe agradecer o gesto. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um lesado manifestar compaixão pelo homem que o lesou. Muito feio. E pouco cristão.
A verdade é que Ricardo Salgado é o maior lesado do BES. Foi quem mais perdeu com a queda do banco. Era o Dono Disto Tudo e deixou de ser. Deve ser terrível perder tanto. Ficou reduzido a apenas umas mansões com vista para o mar e, provavelmente, alguns milhões de euros em contas offshore. Ninguém fala neste drama. Olha-se para ele e nota-se a falta de sono – e a magreza. Desde que o BES colapsou, parece ter perdido uns 200 gramas. Talvez 250. Já dá entrevistas a órgãos de comunicação que não controla através da publicidade, e tudo.
Enfim, quando se cai é com estrondo. E o pior de tudo é que, ao contrário dos outros lesados do BES, Ricardo Salgado tem de conviver diariamente com o homem que o lesou. Vai fazer a barba e lá está o outro, no espelho. Segue-o para todo o lado, o provocador. É inevitável que Salgado se irrite quando o vê a almoçar em bons restaurantes de Cascais, ou a ver televisão na sala de estar do seu palácio, ou simplesmente a andar em liberdade. Os outros lesados do BES não têm de assistir a isto. Mas Ricardo Salgado dorme com o homem que o lesou. Não admira que não consiga dormir totalmente descansado.
(Crónica publicada na VISÃO 1357 de 7 de março)

16 de Março de 1825: Nasce Camilo Castelo Branco, em Lisboa, autor de "Amor de Perdição", "A Queda de Um Anjo"

Camilo Castelo Branco, gravura de Francisco Pastor

Camilo Castelo Branco nasce em Lisboa a 16 de março de 1825, autor de "Amor de Perdição", "A Queda de Um Anjo"
Novelista entre os anos 50 e 80 do século XIX e um dos grandes génios da Literatura Portuguesa, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu a 16 de Março de 1825, em Lisboa, e suicidou-se a 1 de Junho de 1890 em S. Miguel de Seide, Famalicão. Órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove, passou, a partir desta idade, a viver em Vila Real com uma tia paterna. Aos 16 anos, casou-se com Joaquina Pereira, em Friúme, Ribeira de Pena. Em 1844, instalou-se no Porto com o intuito de cursar Medicina, acabando por não passar do 2.o ano. Em 1845, estreou-se na poesia e no ano seguinte no teatro e também no jornalismo - actividade, aliás, que nunca abandonaria. Viúvo desde 1847, fixou-se definitivamente no Porto a partir de 1848 (onde, em 1846, já estivera preso por ter raptado Patrícia Emília, um dos seus tumultuosos amores, de quem teria uma filha). De 1849 a 1851 consolidou a sua actividade jornalística, retomou o teatro, estreou-se no romance com Anátema (1851), conheceu a alta-roda portuense bem como os meios boémios e foi protagonista de aventuras romanescas.
Em 1853, abandonou o curso de Teologia no Seminário Episcopal, fundou vários jornais e em 1855 tornou-se o redactor principal de O Porto e de Carta. Nessa altura, o seu nome começava a soar nos meios jornalísticos e literários do Porto e de Lisboa: já alimentara várias polémicas e publicara alguns romances. Mas foi a partir de 1856 que atingiu a maturidade literária (no domínio dos processos de escrita) com o romance (por alguns autores considerado novela) Onde Está a Felicidade?. Foi ainda neste ano que iniciou o relacionamento amoroso com Ana Plácido, casada desde 1850 com Manuel Pinheiro Alves.
Por proposta de Alexandre Herculano, foi eleito sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa em 1858 - ano em que nasceu Manuel Plácido, filho de Camilo e de Ana Plácido. Em 1860, Manuel Pinheiro Alves desencadeou o processo de adultério: em Junho foi presa a mulher e a 1 de Outubro Camilo entregou-se na cadeia da Relação do Porto. D. Pedro V visitou-o, em 1861, na cadeia, e a 16 de Outubro desse ano os réus foram absolvidos. Era intensa a actividade literária de Camilo (não sendo a esse facto de todo alheias as dificuldades económicas): entre 1862 e 1863, o escritor publicou onze novelas e romances atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Em 1864, fixou-se na quinta de S. Miguel de Seide (propriedade de Manuel Pinheiro Alves que, entretanto, falecera em 1863) e nasceu-lhe o terceiro filho, Nuno. Quatro anos depois, dirigiu a Gazeta Literária do Porto; em 1870 iniciou o processo do viscondado (o título ser-lhe-ia atribuído em 1885) e, em 1876, tomou consciência da loucura do segundo filho, Jorge. No ano seguinte morreu Manuel Plácido. A partir de 1881, agravaram-se os padecimentos, incluindo a doença dos olhos que o afectava. Em 1889, por ocasião do seu aniversário, foi objecto de calorosa homenagem de escritores, artistas e estudantes, promovida por João de Deus. No ano seguinte, já cego, impossibilitado de escrever (a escrita foi, no fim de contas, a sua grande paixão), suicidou-se com um tiro de revólver. A casa de Seide é hoje o museu do escritor e na sua vizinhança foram inauguradas, a 1 de Junho de 2005, as novas instalações do Centro de Estudos Camilianos.
Camilo foi o primeiro escritor profissional entre nós. Dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular narrativas, conhecedor profundo do idioma, observador, ora complacente ora sarcástico, da sociedade (sobretudo da aristocracia decadente e da burguesia boçal e endinheirada), inclinado (por gosto, por temperamento e formação) para a intriga e análise passionais (muitas vezes atingindo o sublime da tragédia, como no Amor de Perdição), este genial autor romântico deixou-nos uma obra incontornável (apesar de irregular) na evolução da prosa literária portuguesa. De facto, foi na novela passional e no "romance de costumes" que Camilo se notabilizou, legando-nos uma série de personagens ainda hoje inesquecíveis, quadros e situações que valem pela espontaneidade narrativa, pelo ritmo avassalador da ação, pela sugestão realista e ainda pela novidade temática, como em A Queda dum Anjo. A sua versatilidade literária e criadora (aliada à necessidade de não perder o público com a progressiva influência de Eça e de Teixeira de Queirós) levaram-no a assimilar (depois de ter parodiado) a atitude estética e os processos de escrita do Realismo e do Naturalismo, visíveis nesse notável livro que é A Brasileira de Prazins e em certa medida já iniciados com Novelas do Minho.
A sua arte de narrar constituiu, a par da de Eça de Queirós, um modelo literário para muitos escritores, principalmente até meados do século XX.
As suas obras principais são: A Filha do Arcediago, 1855; Onde está a Felicidade?, 1856; Vingança, 1858; O Romance dum Homem Rico, 1861; Amor de Perdição, 1862; Memórias do Cárcere, 1862; O Bem e o Mal, 1863; Vinte Horas de Liteira, 1864; A Queda dum Anjo, 1865; O Retrato de Ricardina, 1868; A Mulher Fatal, 1870; O Regicida, 1874; Novelas do Minho, 1875-1877; Eusébio Macário, 1879; A Brasileira de Prazins, 1882.
Além destas obras em prosa narrativa, assinale-se ainda os outros géneros (ou domínios) pelos quais se repartiu o labor de Camilo: poesia, teatro (de que se devem destacar O Morgado de Fafe em Lisboa, 1861, e O Morgado de Fafe Amoroso, 1865), dezenas de traduções (do francês e do inglês), polémica, prefácios, biografia, história, crítica literária, jornalismo e epistolografia (compreendendo mais de duas mil cartas).
Camilo Castelo Branco. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagem)

Amor de Perdição 

Novela composta em 1861, por Camilo Castelo Branco, durante o tempo em que o autor esteve preso por adultériona cadeia da Relação do Porto. Foi baseada num episódio real da vida de um tio seu, Simão Botelho, que lhe teriasido contado por uma tia, e cujo registo o autor teria encontrado nos livros de assentamentos da cadeia. Noentanto, a manipulação e a ficção, por parte de Camilo, são de tal forma livres, que o converteu na novelasentimental mais famosa do Romantismo português.
O enredo é ultra romântico: os protagonistas, Simão e Teresa, filhos de duas famílias inimigas de Viseu, osBotelhos e os Albuquerques, apaixonam-se. A conselho de Baltasar Coutinho, primo e prometido de Teresa,despeitado pelo ciúme, Tadeu de Albuquerque decide encerrar a filha no convento de Monchique, no Porto. Simãoespera-os à saída de Viseu, trava-se de razões com Baltasar e mata-o a tiro, entregando-se logo à justiça. Presona cadeia da Relação do Porto, é condenado ao degredo. Ao embarcar para a Índia, Simão ainda consegue avistaro vulto da sua amada, que se despede dele, já moribunda, esgotada pela desgraça. Horas depois, Simão tomaconhecimento da morte de Teresa e morre também. A personagem mais verdadeira da novela, e que rompe com oconvencionalismo romântico, é, contudo, Mariana, uma rapariga do povo, boa e abnegada, que, sentindo porSimão um amor absoluto e sem esperança, serve de intermediária entre Simão e Teresa, decidindo depoisacompanhá-lo no exílio e suicidar-se após a morte dele, abraçando-se ao seu cadáver atirado ao mar.
À narrativa passional e trágica, onde o amor, o ódio e a vingança, nos seus múltiplos cambiantes surgemextremados, estaria também subjacente, segundo alguns estudiosos da obra camiliana, uma intenção de críticasocial, pretendendo Camilo denunciar a obediência cega da sociedade ao preconceito obsoleto da honra familiar.
Amor de Perdição. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013
in blogue estórias da história

sexta-feira, 15 de março de 2019

15 de março: Dia Mundial do Sono

O Dia Mundial do Sono celebra-se a 15 de março e é uma iniciativa da Associação Mundial de Medicina do Sono (World Association of Sleep Medicine) que se comemora anualmente em cerca de 75 países do mundo e que chama a atenção para a importância do sono regular diário. O seu objetivo é celebrar o sono e diminuir os problemas relacionados com a privação do sono existentes na sociedade. Sabe-se que a privação do sono tem impacto na saúde e bem-estar da pessoa. Quem dorme mal tem mais propensão a desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão, diabetes, cancro, Alzheimer ou doenças psiquiátricas. Não dormir o necessário afeta o raciocínio, a concentração e a memorização da pessoa, que está mais suscetível a cometer lapsos como esquecimentos ou distrações, ou a sofrer acidentes de viação. Irritabilidade e mudanças de humor bruscas são também observáveis em pessoas que dormem mal. 45% da população mundial é afetada por distúrbios de sono. De acordo com a Associação Mundial de Medicina do Sono, 21% dos adultos dorme menos de seis horas por dia. Estima-se que 25% dos portugueses sofre de insónia crónica, com especial incidência nas mulheres e idosos.
Cuide da sua saúde. 
Durma bem!